Urna Eletrônica: embuste eleitoral

Assisti à palestra do professor Diego Aranha, da Unicamp, cuja equipe teve acesso às urnas eletrônicas para realização de testes e avaliação das máquinas. Eis aqui alguns detalhes cavernosos por ele revelados a respeito da nossa urna eletrônica "totalmente segura", segundo o TSE:

- utilização de algoritmos antiquados e ineficientes, ensinados no PRIMEIRO ano de qualquer curso de computação APENAS para fins didáticos e que jamais deveriam ser adotados profissionalmente;
- não segue as mínimas práticas de segurança da informação, sendo bastante fácil pra qualquer pessoa com algum conhecimento em programação e acesso aos dados descobrir, por exemplo, qual foi o voto de determinada pessoa, através de ordenação e horário de cada voto (armazenado pela urna);
- mesários tem poder de votar no lugar de eleitores faltantes (foram encontradas evidências pela equipe que comprovam tal prática);
- criptografia inexistente: chaves de criptografia e decriptografia, que deveriam ser aleatórias e anônimas, foram obtidas pela equipe de testes do professor Diego facilmente (usava-se como fonte geradora de chaves o horário contido no próprio canhoto da máquina);
- todos os fiscais são obrigados a filiar-se em algum partido, não sendo permitido o apartidarismo;
- uma solução que evitaria fraudes - imprimir em papel os votos para conferência com os resultados das máquinas - foi vetada pela presidente Dilma - considerou-se que a despesa de 1,8 bilhões seria 'alta' demais. Acontece que o próprio TSE fez a estimativa dos custos para implantação de impressoras e, curiosamente, elas sairiam mais caras do que a própria urna: enquanto uma urna custa 1500,00 reais, segundo o TSE seria preciso investir 3500,00 reais em cada impressora (como o TSE controla tudo, não há como se contestar ou verificar a veracidade de tais dados).
- o Brasil é único país que utiliza votação eletrônica sem adotar impressão em papel como medida de segurança - tirando a Estônia, onde o voto é via internet, todos os demais possuem alguma forma de verificação física para atestar-se que o software da máquina funciona de forma honesta.

Resumindo: estamos à mercê de um sistema de votação sem qualquer transparência, máquinas programadas "nível estagiário", cheias de falhas básicas de segurança e altamente expostas a fraudes.


Para link com mais detalhes e entrevista dada a Danilo Gentilli, clique abaixo.


http://www.folhapolitica.org/2013/10/especialista-e-professor-da-unb-diego.html